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Pesquisar não é copiar. Utilizar como fonte não é transcrever. E mudar palavras não é criar.

  • Foto do escritor: Texto Expresso
    Texto Expresso
  • 28 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de nov. de 2022

Muitas vezes, o dead line da criação de um texto vem embutido no já insuficiente prazo de execução da peça ou campanha. O que fazer nessas horas depende de vários fatores, mas entre o que NÃO deve ser feito, o plágio vem no topo da lista.


Quando a pauta aperta, redatores experientes se viram e “desenrolam” suas demandas com eficiência – mas não sem arcar com frustração, stress, ansiedade e outras consequências. Sem falar que, se tiver a oportunidade de passar por mais um olhar no dia seguinte, todo texto pode ficar melhor.


Para profissionais iniciantes, escrever sobre temas com os quais não têm afinidade, com o agravante de briefings precários e a urgência da publicação ou veiculação, é ainda mais desafiador. Nos dois casos, alguma situação limite pode sim justificar medidas “desesperadas”. Ninguém está sendo julgado aqui...


Em tempos de normalização do CtrlC + CtrlV, hiperinformação digital e precarização dos empregos, o ato de juntar pedacinhos de um texto com partes de outro e uma reordenação das informações de mais outro num Frankenstein parece ser a única maneira de garantir a entrega. Mas será que é mesmo?


Seja uma pessoa interessante, e seus textos também serão.


Embora fique mais mecânico e previsível, abrindo uma via – em tese – com “menos riscos”, este processo é tão complexo quanto ou até mais do que tomar para si a responsabilidade de construir a informação. Quem dá conta dele, também possui os requisitos para assumir o protagonismo de sua carreira.


Leia textos de referência, mas para obter dados pontuais e indispensáveis. Observe padrões e estruturas e encare confiantemente a missão de unir os pontos principais com a sua percepção sobre o tema, estabelecida a partir do material de base. Dê à informação fluidez e um toque pessoal.


É neste ponto que a sua bagagem pessoal fará – ou não – a diferença. Quanto mais rico for o seu vocabulário, com maior fluência você irá se expressar. Quanto melhor a sua técnica, mais efetiva a abordagem. Quanto mais conhecimento e experiências de vida, mais parâmetros analíticos e comparativos. Cada vez que este caminho é percorrido, ele fica menos íngreme e tortuoso.

Você adquire a segurança de quem já chegou lá e sabe que pode chegar de novo.

Sem amarras, a imaginação encontra a liberdade que precisa para voar e obter a sua visão do todo. E então, aquela trabalheira toda não fará o menor sentido.









 
 
 

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© 2022 por Daniel Gandra

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